sexta-feira, maio 09, 2008

Caso Clínico 2/08 - Necrose da cauda

O Simpático apresentou-se à consulta por ter uma ferida na cauda,no exame físico foi possível observar que o cão tinha necrose na porção mais caudal da mesma. Foi feita a amputação da cauda.


Para casa levou um colar isabelino, antibiótico e anti-inflamatório. Recomendou-se também a desinfecção da sutura com betadine.

quinta-feira, maio 08, 2008

Curso de Ultrassonografia Abdominal e Ecocardiografia em Animais de Companhia


Decorreu nos passados dias 1, 2,3 e 4 de Maio no Hospital Veterinário de Évora, o Curso de Ultrassonografia Abdominal e Ecocardiografia em Animais de Companhia com os oradores P. Mantis e David Connolly ,do Veterinary Royal College , no qual participei.

Foi um curso muito prático, onde tirei boas bases para tornar as minhas ecografias mais esclarecedoras e sistemáticas, tornando assim a ecografia muito mais do que uma variação de cinzentos no ecrãn!

Muito bem organizada e excelente escolha dos oradores!

Obrigada Teresa e Margarida pela vossa dedicação e trabalho!





quarta-feira, maio 07, 2008

Caso Clínico 1/08 - Pragana no ouvido




Esta é a Mimi que se apresentou à consulta muito queixosa do ouvido esquerdo. Após a observação do ouvido foi possível verificar a presença de uma pragana no ouvido. Esta foi removida com a cadela sedada pois ela tinha muita dor.

Foi medicada com tratamento tópico, devido à inflamação do ouvido.

terça-feira, maio 06, 2008

Vacinação em cães




A vacinação é o método mais eficaz para a prevenção de doenças infecto-contagiosas nos animais. Esta deve ser iniciada o mais cedo possível na vida do animal, protegendo contra doenças às quais os cachorros estão mais susceptíveis.

Que esquema vacinal aconselha?


Existem vários protocolos vacinais que podem variar conforme a localização geográfica e de país para país, pois encontramos diferentes prevalências das doenças e zonas endémicas em diferentes regiões. Como tal, a vacinação do seu animal deve ser avaliada pelo veterinário da sua zona de residência, pois ele melhor do que ninguém sabe qual é o protocolo que se melhor adequa ao seu animal de estimação.





No caso concreto da zona de Estremoz, utilizo um protocolo de vacinação que se inicia com a vacinação do cachorro a partir das 7 / 8 semanas de vida. Antes desta vacina, podemos dar outra a qual chamo de “vacina dos cachorrinhos” a qual administro às 4 e às 6 semanas de vida do animal em casos muito específicos: cães que vieram de canis, de criadores ou em situações que a mãe dos cachorros não tem qualquer vacina. Esta vacina é contra a parvovirose e tem um título de anticorpos maior que aquela que se administra aos cães com 7/8 semanas.





A primovacinação consiste na vacinação dos cachorros às 7/8 semanas contra as seguintes doenças infecto-contagiosas :parvovirose, esgana, hepatite vírica canina, leptospirose e tosse do canil. Como os cachorros têm um sistema imunitário imaturo não conseguem obter uma resposta imunitária satisfatória só com uma administração da vacina, como tal, torna-se necessário um novo reforço da mesma passado 3 a 4 semanas no máximo. Se passarem mais do que 4 semanas entre o 1º e o 2º reforço vacinal, o sistema imunitário do cachorro já não consegue produzir uma resposta satisfatória e duradoura por um ano, pois este sistema tem uma memória bastante curta e se não for estimulado neste tempo o organismo “esquece” a resposta imunológica para os patogénios inoculados pela vacina , pensando estar a contactar com estes pela primeira vez.




Assim, se forem vacinados até às 4 semanas, o sistema imunitário do cachorro consegue relembrar-se do contacto com os patogéneos e produzir linfócitos de memória que são responsáveis pela memorização da resposta imunitária contra estas doenças durante um período mínimo de 1 ano. Após este 2º reforço, os animais voltam para o reforço de ano a ano.

Este esquema aplica-se à maioria dos cachorros, no entanto existem cachorros de determinadas raças mais sensíveis a estas doenças enquanto jovens e como tal, administro um 3º reforço para optimizar a sua resposta imunitária. É o caso dos Husky Siberianos, Alaska Malamutes e Rotweilers.

Após o primeiro reforço que cuidados devo ter com o meu cachorro?



É preciso ter atenção para o facto do 1º reforço vacinal não dar imunidade satisfatória aos cachorros, portanto entre o 1º e o 2º reforço da primo-vacinação convém não facilitar deixando-os ir à rua, dar-lhes banho ou contactar com outros cães, estando estes vacinados ou não! Todo o cuidado é pouco, devendo-se evitar todos os comportamentos de risco pois ele pode ficar doente se contactar com os agentes patogénicos das doenças às quais se está a vacinar. Deve-o resguardar da mesma forma que vez até ele vir à vacina! O cachorro só está devidamente vacinado 1 a 2 semanas após o 2º reforço! A partir desta altura é que podemos dizer que está completamente protegido contra as doenças para as quais foi vacinado.


Após a primo-vacinação, recomendo a vacinação contra a raiva a partir dos 3/4 meses de idade. A vacina da raiva é obrigatória e não precisa de reforço, basta ser administrada 1 vez por ano. Existem outras vacinas que podem ser dadas à parte deste esquema, tais como a vacina da tosse do canil e a febre da carraça . Estas vacinas devem ser dadas de acordo com a incidência destas doenças em cada região, que pode variar. O aconselhamento veterinário é indispensável de forma a proteger o seu animal das doenças endémicas da sua região.



Que outras vacinas recomenda dar?


A vacina da tosse do canil, que protege contra os agentes mais comuns envolvidos nesta doença, como a Bordetella bronchiseptica e o vírus da parainflenza canina, deve ser administrada em situações especiais. Por exemplo quando o animal vai para uma exposição, passar algum tempo no Hotel de cães ou canil onde há grande densidade populacional canina, sendo o risco de transmissão de doenças maior.



Para vacinar os cães com a vacina da febre da carraça, existem 2 alternativas no mercado. O seu veterinário saberá qual a que se adequa mais à sua zona, pois a febre da carraça é produzida por diferentes parasitas do sangue. A Merilyn ® protege contra a Borrellia burgdorferi e a Pirodog ® contra a Babesia canis.








Qual a altura ideal para dar a vacina da febre da carraça?


Tenho por norma dar a vacina da febre da carraça isolada das outras vacinas com um intervalo de pelo menos 1 mês antes ou depois da administração da mesma e recomendo que o animal tenha uns dias sem exercício violento. Não recomendo de todo a vacinação em simultâneo com outras vacinas. Aconselho sempre aos meus clientes que a administração desta vacina seja feita fora dos picos epidemiológicos, de forma a que esteja na sua eficácia máxima na altura em que existem mais carraças e maior probabilidade de ocorrer a transmissão da doença. Os períodos entre Dezembro/Janeiro e fins de Junho a finais de Agosto são aqueles em que aconselho a vacinação contra a febre da carraça.



Tanto a vacina da tosse do canil e febre da carraça precisa sempre de um reforço quando se realiza a primo-vacinação das mesmas, quer seja um cão adulto ou não, de forma a que no 2º reforço haja uma eficácia da imunidade de pelo menos 1 ano, devendo-se proceder à vacinação anual das mesmas.

segunda-feira, maio 05, 2008

Instalações do Centro Veterinário de Estremoz



Recepção


Sala de espera


Sala de Cirúrgia e Laboratório


Consultório


Internamentos

O Centro Veterinário de Estremoz tem ao seu dispôr vários serviços: consultas para animais de companhia e de produção, internamentos, análises sanguíneas, Rx, ecografia, banhos e tosquias.

Somos uma equipa de 3 veterinários e 2 auxiliares.


Horário:

De segunda a sexta - 11h00 às 13h00 e das 15h00 às 20h00

Sábado - 9h00 às 14h00

Contactos:

Morada: Sítio Passagem de Nível EN 18 Km 227

7100 - Estremoz

Telefone/fax : 268333338 Telemóvel: 936472863/932827049

Bem vindos!




Sejam bem vindos ao blog veterinária on-line um blog de divulgação de informação veterinária.
O meu nome é Filipa Branquinho, sou veterinária há 5 anos e trabalho no Centro Veterinário de Estremoz. A minha especialização são os animais de companhia, sendo a minha área de interesse especial medicina de felinos.
Este espaço foi criado no intuito de esclarecer, trocar ideias e relatar casos que vou acompanhando.