quinta-feira, junho 19, 2008

Caso Clínico 10/08 - Amputação de extremidade do membro (I)

Esta nova rubrica vai possibilitar o acompanhamento da evolução clínica do animal em tempo real, todas as consulta e progressão serão notificadas no próprio dia.

21-05-2008





Para iniciar esta rubrica escolhi o caso da Branquinha uma cadela Pointer que se apresentou à consulta com história de ter desaparecido durante alguns dias e que foi encontrada presa pelo membro posterior direito num arame. A zona dos dedos ficou com a circulação comprometida tendo de ser amputada a extremidade que estava morta de forma a evitar infecção sistémica.

Caso Clínico 09/08 - Lipoma



Esta é a Fany que se apresentou à consulta com uma massa junto à axila direita. Fez-se uma análise citológica do conteúdo da massa, verificando-se que se tratava de um lipoma. Um lipoma é um neoformação benigna constituída por gordura. Foi aconselhada a sua remoção cirurgica devido à sua localização e tamanho.



A massa tinha cerca de 15 cm de diâmetro.

Foi para casa medicada e removeu-se a sutura passado 10 dias pós-cirurgicos com boa evolução.

quarta-feira, junho 18, 2008

Congresso Nacional da APMVEAC



Mais uma vez a equipa do Centro Veterinário de Estremoz esteve presente no congresso nacional organizado pela APMVEAC, que este ano abordava temas variados como: Dermatologia, Cirurgia, Técnicas de Marketing e Comunicação, Endocrinologia e Imunologia.

quinta-feira, junho 05, 2008

Resultados do inquérito 02/08

Que parasita é este?




Este foi o desafio prosposto na semana passada e 88 % das pessoas que votaram tinham razão: trata-se do Demodex o ácaro responsável pela sarna demodécica.
Obrigada pela participação e parabéns aos que acertaram, para a semana lanço novo desafio...

quarta-feira, junho 04, 2008

Caso Clínico 8/08 - Sarna demodécica



O Kiko é um cachorro de raça pinscher que se apresentou à consulta com o pêlo muito ralo e seborreia seca.


Após a realização de um esfregaço profundo da pele, foi possível identificar a causa deste pêlo tão em mau estado: Demodex sp.





O Kiko foi submetido a um tratamento acaricida oral ( milbemicina oxima ), devido ao seu tamanho reduzido que contra-indica os banhos com amitraz. Para além disso este tratamento foi co-adjuvado com um tratamento para a regeneração da pele e pêlo - ácidos gordos omega 3 e 6 , aumento da vascularização periférica e consequente melhor eficácia do acaricida oral, aplicação semanal de uma pipeta para a seborreia seca rica em fitosfigosina e aplicação mensal de uma ampola acaricida.
Este tratamento prolongou-se durante cerca de 2 meses, estando agora a fazer somente o tratamento para a regeneração da pele e pêlo.

Kiko passado 1 mês do início do tratamento, observando-se já o aparecimento do pêlo mais escuro e já com pouca seborreia.


Kiko com 1 mês e meio de tratamento, já quase totalmente revestido do pêlo novo, já sem seborreia

Kiko na última consulta em recuperação total, 2 meses após o início do tratamento

terça-feira, maio 27, 2008

Caso Clínico 7/08 - Remoção do pesunho


O Putchy é um cão que se apresentou à consulta para remoção do dedo rudimentar , que com a evolução natural a maior parte dos animais deixou de o ter. A este dedo extra dá-se o nome vulgar de pesunho. No caso do Putchy a unha estava sempre a encravar e a provocar muita dor ao animal, daí o seu dono optar pela sua excissão.

Após a excissão, foi para casa medicado e com colar isabelino.

Passados os 8 dias pós-cirurgicos, foi removida a sutura e apresentava boa evolução.

Processionária – mais conhecida por a lagarta do pinheiro



A lagarta do pinheiro ( Thaumetopoca pityocampa ) é uma das causa de intoxicação, sobretudo em cães, cuja curiosidade inacta leva a brincar com elas, a farejar e a mordiscá-las. Estas lagartas, que fazem o seu ciclo de vida no pinheiro, têm pêlos ao longo do corpo que possuem propriedades urticárias – devido à presença de produtos tóxicos, como é o caso da taumatopoína -, que , em contacto com o animal, se traduzem em sinais de origem alérgica.

Quais os sinais clínicos da intoxicação pela Processionária?

Por vezes provoca uma reacção anafiláctica severa com alterações neurológicas (tremores, convulsões) que culminam em morte rápida do animal.
Mas, na maioria das situações, os sinais ocorrem na zona de contacto com os pêlos da lagarta. Comichão e inchaço nos lábios, mucosa oral, palato mole e língua. Ao exame da boca podemos detectar zonas de necrose/morte dos tecidos, sobretudo da ponta da língua. Em alguns casos, podem ocorrer conjuntivites ou úlceras da córnea, bem como edemas da glote e/ou da laringe.

O que fazer se suspeitarmos que o nosso cão foi intoxicado pela Processionária?

A primeira coisa a fazer é lavar bem a boca e a língua de forma a eliminarmos os pêlos que possam estar ainda na boca do animal. Deve-se lavar a boca com água corrente e/ou com um desinfectante oral com clorexidina, limpando de seguida com um pedaço de papel ou com uma compressa. ATENÇÃO: nunca se deve friccionar quando se limpa a boca e a língua, pois a fricção estimula a saída das toxinas dos pêlos que estão em contacto com as estruturas, como também, auxilia a sua penetração com consequente agravamento dos sintomas. Usar luvas nesta limpeza, de forma a não desenvolver também sinais de urticária, como irritação, comichão e rubor nas mãos e braços.

Após esta primeira abordagem, o cão deverá ser levado ao veterinário o mais rapidamente possível. O objectivo é parar o quanto antes a progressão e alastramento da necrose da língua, palato e mucosa oral, bem como reduzir o inchaço ou edema no focinho, lábios e língua de forma a que não evoluam para situações mais graves como edema da laringe e da glote que podem provocar asfixia ao animal.



Qual a altura do ano em que o meu cão está mais exposto à Processionária?

A altura a evitar que o seu cão se aproxime ou brinque junto a pinheiros é entre a Primavera e o Verão quando a lagarta tem os pêlos urticantes desenvolvidos e encontra-se na chamada “procissão” que compreende a transição da fase terrestre para a fase aérea na qual se realiza uma migração de várias lagartas em fila desde o local de desenvolvimento larvar até ao local onde passam a fase pupar (casulo onde se transformam em borboletas). Esta migração desperta a curiosidade ao animal e consequente intoxicação.