domingo, agosto 03, 2008

Caso Clínico 15/08 - Quistos endometriais e pólipo vaginal

Imagem enviada por e_mail tirada pelos donos da princesa do "ovo"

A Princesa, caniche média com cerca de 6,100 kg e com 13 anos, voltou à consulta - após a remoção quase total da cadeia mamária, com a queixa de aparecimento de um "ovinho" à saída da vulva. Tratava-se de um edema vaginal. Através de citologias realizadas ela estava no pro-estro inicio do estro e apresentava à ecografia a presença de um útero com quistos. Apesar de ter sido aconselhada OVH, os donos numa primeira abordagem recusaram e preferiram o tratamento hormonal.
O edema vaginal e consequente hipertrofia vaginal estão associados a uma desrregulação hormonal, sendo a principal causa quistos ováricos e ou endometriais. O tratamento de eleição é a OVH ( ovariohisterectomia) havendo alguns casos em que, se forem cadelas reprodutoras ou é do interesse dos donos terem uma ninhada da cadela, de fazer o tratamento hormonal que consiste basicamente em estimular a ovulação e criar o pico na hormona LH, responsável pela libertação dos óocitos do ovário para o útero.
Após 1 semana do tratamento hormonal efectuado ela voltou à clínica com a mesma sintomatologia, aumentando a dose hormonal no tratamento. A cadela encontrava-se em estro, através da citologia. O quadro parecia ter estabilizado durante 2 meses, sendo novamente aconselhado OVH pois haviam grandes propabilidades de haver recorrência.

Passado 2 meses a estrutura voltou a aparecer

A Princesa voltou à consulta com o mesmo problema e os donos já estavam mentalizados para a resolução cirurgica deste problema: excissão da massa e OVH.

A massa com forma de pólipo foi retirada e enviada para um laboratório externo para histopatologia.

Aspecto do útero da Princesa com paredes muito espessadas e irregulares


Visualização dos quistos do útero após abertura do mesmo, confirmando a suspeita de quistos endometriais na ecografia

A Princesa é uma verdadeira heroína pois em pouco mais de 3 meses fez 2 cirurgias de risco e com recuperações lentas e complicadas e, no entanto tanto, na mastectomia como na OVH teve recuperações espetaculares de fazer inveja a muitas cadelas ditas "jovens"!

Ainda aguardo o resultado da biópsia, mas assim que tiver disponível publicarei o seu resultado.

Resultados do Inquérito - 04/08

À questão que raça portuguesa pertence este cão, a maioria acertou, trata-se do cão de castro laboreiro.
Eis alguns exemplares das outras raças apresentadas no inquérito para assinalarem as diferenças e apreciarem a sua beleza.

Rafeiro Alentejano


Cão da Serra da Estrela de pêlo curto


Cão de água

Obrigada pela participação e espero pela vossa colaboração no próximo desafio!

quarta-feira, julho 30, 2008

Caso Clínico 14/08 - Calcinosis cutis



Apresentou-se no Centro Veterinário de Estremoz uma cadela de raça teckel de 14 anos com um peso corporal de 9,6ooKg. A queixa do proprietário era a queda intensa do pêlo, obesidade e feridas espalhadas pelo corpo.
No exame físico foram observadas que as feridas tinham placas de cálcio na região subcutânea, revelando-se uma deposição de cálcio nestas feridas ao qual se dá o nome de Calcinosis cutis.
Este quadro, associado à conformação do corpo da cadela e falhas de pêlo, fazem suspeitar que se trata de hiperadrenocorticismo ( Cushing ). O dono não quis fazer os testes para despite da doença, mas sim tratar as feridas. No entanto começou o tratamento com cetoconazole, para além de antibiótico, antiinflamatórios enzimáticos e aplicação de pomada nas feridas ( sem cortisona).

Caso Clínico 13/08 - Míases em ferida


Apresentou-se no Centro Veterinário de Estremoz uma cadela de raça indeterminada com idade de 5 anos com peso corporal de 13 kg, de seu nome Mimi, com uma ferida perfurante na zona inguinal com míases - larvas de mosca.


A ferida foi desinfectada diariamente e colocado um repelente de moscas, bem como foi administrado antibiótico e anti-inflamatório oral.

Caso Clínico 12/08 - Ferida perfurante na zona do toráx

Apresentou-se no Centro Veterinário de Estremoz um cão labrador de 4 anos com 35 kg de peso corporal de seu nome Maricas, com história de ter estado fugido durante 10 dias e de apresentar uma ferida perfurante no toráx lateral esquerdo.
O Maricas foi tratado com uma pomada tópica e repelente de insectos ( de forma a evitar a deposição de larvas), antibiótico e antiinflamatório para casa. Registou-se uma boa evolução clínica do caso em 3 semanas, estando praticamente fechada a ferida sem ser preciso recorrer a cirurgia reconstrutiva.

1º visita


Com 2 dias de tratamento


Com 1 semana de tratamento

3 semanas de tratamento, está praticamente fechada

Caso Clínico 10/08 - Amputação de extremidade do membro (XI)





30/07/2008

sexta-feira, julho 25, 2008

As Crianças e os cães

O Centro Veterinário de Estremoz participou na Acção "As crianças e os cães", promovida pela Intervet-Sheringh Plough , no Externato D.Filipe em Estremoz.

Os temas abordados foram parasitas internos e externos e sua prevenção, uma forma desensibilizar e alertar as crianças para estes cuidados básicos importantes no tratamento do seu animal de estimação.


Esta acção contou com a presença do nosso director clínico Dr. José Carlos Cortes e o nosso Aux. Artur Roma. Ah! E teve a participação especial do Gaspar, o cocker spaniel do Aux. Artur Roma, que fez as delícias das crianças.