sexta-feira, agosto 15, 2008

Resultados do Inquérito - 05/08




À questão do último desafio lançado no inquérito “ que doença parasitária é esta?” , todos os participantes acertam trata-se da dirofilariose. A dirofilaria immitis é um parasita que na sua forma adulta vive no coração e na artéria pulmonar, tendo a forma de larvas e é transmitida pelo mosquito duma forma semelhante à leishmaniose. A anaplasmose é uma bactéria e o seu meio de transmissão é a carraça. Mais uma vez agradeço a participação e conto convosco para um novo desafio.

Caso Clínico 15/08 - Resultado da biópsia


O resultado da biópsia efectuada ao pólipo intravaginal retirado à Princesa na altura da OVH veio como fibroma ou leiomioma, ambos tumores benignos da vagina. Como a Princesa tinha o útero com quistos endometriais, o diagnóstico definitivo é Leiomioma que aparece em simultâneo à hiperplasia endometrial quística do útero.




O Leiomioma é um tumor do tecido muscular liso podendo aparecer em vários órgãos como esófago, estômago, recto e vagina. Pode ter 2 apresentações uma intra e outra extraluminal, sendo a forma intraluminal a mais fácil de resolver, pois aparecem massas em forma de pólipo que são facilmente removíveis, enquanto que a forma extraluminal é mais difusa nos tecidos e mais infiltrativa bem como é mais difícil de alcançar cirurgicamente.


O tratamento deste tumor é a OVH da cadela afectada, já que o leiomioma vaginal é hormono-dependente, podendo haver recidivas caso só se remova a massa, deixando a cadela intacta, ou seja, por esterilizar.

quarta-feira, agosto 13, 2008

Caso Clínico 18/08 - Sarcoma de Sticker numa cadela



Apresentou-se à consulta a Princesa uma cadela de raça indeterminada com peso corporal de 5,800kg com uma massa na vulva.

Após observação da mesma constatou-se que se tratava de um Sarcoma de Sticker. A massa tinha, antes do tratamento, 4 cm de comprimento e 3,8 cm de largura.

Os donos estavam no início reticentes em fazer a quimioterapia, mas após um único tratamento ficaram impressionados com os resultados.


Só com um tratamento com vincristina a massa reduziu para 1,8 cm de altura e de comprimento, estando já menos friável ao toque.

A Princesa irá efectuar mais 2 sessões de quimioterapia, depois vou postando a sua evolução.

sexta-feira, agosto 08, 2008

Demodecose canina ou sarna demodécica




A demodecose canina é uma doença parasitária da pele e pêlo dos cães causada pelo ácaro da família Demodex sp. que habita no folículo piloso.


Quando é que o meu cão está mais exposto?

Existem 2 alturas onde há maior exposição: na altura em que o cão ainda é cachorro e o ácaro é transmitido pela mãe aquando a amamentação, aparecendo os primeiro sinais nos lábios, à volta do nariz, focinho e orelhas; ou em adultos quando existe uma quebra da imunidade do animal – por exemplo stress, mudança de ambiente/dono, febre, doença interna debilitante como: hipotiroidismo, hiperadrenocorticismo, neoplasia, leishmaniose ou tratamento imunossupressores como a quimioterapia.

Que tipos de demodicose existem? Quais os seus sinais clínicos?

Existem 2 formas de demodecose: uma forma localizada e outra generalizada.

A forma localizada ocorre normamente em cachorros entre os 3 e os 6 meses de idade apresentado uma ou várias lesões circunscritas, eritematosas sem pêlo ao nível do focinho, à volta dos olhos, na margem das orelhas, bordos dos lábios e no nariz, bem como ao nível dos membros. Esta forma normalmente tem um curso benigno e cura-se facilmente através da aplicação tópica de acaricidas e o pêlo cresce passado 30 dias.

Na forma generalizada deve-se diferenciar, por sua vez, em demodecose generalizada em cachorro ( sendo a idade mais propício para o seu aparecimento entre os 3 meses e os 18 meses de idade ) e em adultos ( a partir dos 2 anos de idade sendo muito mais difícil de tratar).

Designa-se demodecose generalizada quando afecta a face e pelo meonos 2 membros. As lesões são de seborreia intensa, aumento dos gânglios periféricos, piodermatite secundária, foliculite profunda com exsudado e crostas. A seborreia generalizada é mais frequente em cães de raça pura.

Como se faz o diagnóstico da demodecose?

O diagnóstico mais viável para a detecção de ácaros da família Demodex sp. através de uma raspagem profunda – até sangrar, pois o demodex habita no folículo piloso, que se localiza numa camada profunda da pele, onde passam vasos sanguíneos.

A observação ao microscópio das várias formas do ácaro ( ovo, ninfa, ácaro adulto ) e em grandes quantidades do mesmo na raspagem, considera-se o resultado positivo.

Como se trata a demodecose?

O tratamento e estratégia a tomar varia de situação para situação, sendo o veterinário assistente o seu maior aliado.
No caso da demodecose localizada a aplicação de uma pipeta acaricida poderá resolver o problema. No entanto, no caso da demodecose generalizada o tratamento torna-se um desafio para o veterinário.

Ter em atenção que no caso da demodecose generalizada em adulto, devendo-se proceder à identificação e tratamento das doenças subjacentes que o animal tem e que lhe fez baixar a imunidade e, no caso da quimioterapia, dever-se-à baixar as doses ou até mesmo realizar pausas maiores entre sessões. Só assim, com a causa primária controlada é que o tratamento para a demodecose se torna mais eficaz, tratando-se da mesma forma a forma generalizada juvenil.

Existem várias estratégias para travar o demodex. Banhos com amitraz diluído, comprimidos de milbemicina oxima em doses altas, injecções de ivermectina e aplicação tópica de pipetas acaricidas. Só o seu veterinário assistente poderá ver qual o tratamento se adequa melhor para o caso do seu animal pois existem muitos factores que podem ser proibitivos para o uso de alguns tratamentos em determinadas raças de cães, tamanho toy, zona a tratar e custo de cada tratamento.

Independentemente da decisão do acaricida a usar, o seu veterinário assistente poderá adicionar à terapêutica: antibióticos ( para piodermatites secundárias), anti-histaminicos ( para a comichão), anti-inflamatórios ( mas nunca cortisona), estimuladores da imunidade, banhos com peróxido benzoilo ( seborreia ) ou pipetas anti-seborreias, ácidos gordos ómega 3 e 6, zinco, selénio, vitamina A para regeneração mais rápida da pele e do pêlo ( com a duração de 1 mês).

A demodecose pode se transmitida às pessoas? E os meus outros cães , também podem apanhar se tiverem em contacto com ele?

A demodecose canina não é transmitida nem às pessoas nem a outros cães, é uma doença intrínseca do cão e da quebra da imunidade geral do mesmo.


Como evitar a demodecose canina?


Boas práticas de higiene das instalações e das mães dos cachorros, devendo estar bem vacinadas e desparasitadas diminuindo o risco de transmissão aos filhotes de forma drástica. Estas normas também se aplicam aos cães adultos

E os gatos, também podem ter sarna demodécica?

Sim, mas o tratamento acaricida deve ser adaptado aos gatos, já que eles são muito sensíveis a alguns tratamentos que para os cães são inofensivos.

quarta-feira, agosto 06, 2008

Caso Clínico 17/08 - Proptose do olho


Esta é a Mimi que apresentou-se à consulta com proptose do globo ocular, devido a atropelamento. A proptose ocular é a designação utilizada para a protusão do olho.

No caso da Mimi, ela teve de ser sedada para se proceder às manobras para recolocação do olho no seu local, para isso foi colocada uma compressa embebida numa solução hipertónica ( de glucose ) para produzir um efeito osmótico com redução do edema da conjuntiva e do globo ocular.

Primeira manobra efectuada, já quase todo o olho reposicionado

Reposicionamento do olho completo

Após as manobras, o olho regressou à sua posição normal, tendo sido necessário recorrer à sutura das pálpebras de modo a que o olho não saia novamente de sítio.

Sutura do olho

Para casa levou colar isabelino e medicação apropriada para reduzir o edema, a inflamação e infecção.

Já com a sutura completa e colar isabelino

Hoje viemos à vacina!


Vieram à vacina o Valente, a Big, a Luna e a Kimmy, cachorros com 3 meses de idade da raça Epaneul Breton. Portaram-se todos muito bem e no final até pousaram para a fotografia de grupo.

Valente


O cachorro Valente deve o seu nome à batalha que travou contra uma infecção gastrointestinal que teve quando era mais novo e o dono pensava que ele não se ia safar, mas com a medicação ele conseguiu dar a volta por cima! Só falta apanhar as irmãs em relação ao peso, pois em boa disposição e brincadeira está tão bem ou melhor que aquelas danadinhas!

Luna


A Luna também esteve doentinha, inclusivé teve internada aqui na clínica e recuperou muito bem!

terça-feira, agosto 05, 2008

Gatinhos para adopção




Estes 2 gatinhos tão amorosos estão para adopção, quem quiser dar amor e carinho a um deles ( ou quem sabe aos 2...) poderá contactar-nos para obter mais informações.