sexta-feira, agosto 22, 2008
Site da Dra. Addie
Existe uma tradução em Português deste site.
quarta-feira, agosto 20, 2008
Vacinação em gatos

A vacinação constituí a melhor arma para o controlo e prevenção de doenças infecciosas. No caso dos felinos existem no mercado vários tipos de vacinas que poderão ser administradas. A escolha da vacina a administrar é feita em conjunto com o veterinário assistente que saberá quais as doenças infecciosas felinas para as quais o seu gato deverá ser vacinado de acordo com a região e a adaptar o esquema que melhor se adequa para cada caso em concreto.
Que vacinas é que recomenda?

Existem 2 vacinas que, na minha opinião, deviam ser administrados em todos os gatos saudáveis : a vacina Trivalente - que protege o gato contra os principais agentes infecciosos responsáveis pelo Sindrome Respiratório Felino ( calicivirus e herpesvirus), bem como contra panleucopenia felina que provoca gastroenterites hemorrágicas muito graves - e a vacina contra o virus da Leucose Felina ou FeLV.
Qual o esquema de vacinação felina que recomenda?
Os gatos podem ser vacinados a partir dos 2 meses de idade, realizando um 2º reforço passado
As vacinas que recomendo são a Trivalente e a Leucose Felina, sendo administradas separadamente quando eles são gatinhos.
A vacina da raiva também pode ser dada nos gatos, sendo em alguns países de caractér obrigatório, podendo ser administrada a partir dos 3 meses.
E nos gatos adultos? Qual o esquema que recomenda?

Gatos saudáveis com historial de terem sido vacinados podem fazer um reforço único e depois reforços anuais.
Quando não se sabe do historial vacinal de um gato saudável, o melhor é jogar pelo seguro e fazer o mesmo esquema que se aplica aos gatinhos.
Por razões económicas, existem pessoas que só querem fazer a vacina Trivalente porque o seu gato não contacta com outros gatos e está sempre
Um gato saudável que no teste dê FeLV positivo, não necessita de ser vacinado contra a Leucose Felina, pois em alguma fase da sua vida contactou com o virus e encontra-se naquele momento em equilíbrio com o vírus. Pode ser vacinado mas é uma despesa desnecessária para o dono. Nesta situação administro somente a Trivalente.
O caso muda de figura quando o gato é saudável mas que é positivo ao FIV. Aqui, desaconselho a vacinação contra a FeLV, já que a administração da mesma poderá provocar uma imunossupressão. No entanto a administração da Trivalente é de extrema importância para que o animal não fique doente com alguma destas doenças que poderão surgir secundariamente a uma diminuição do sistema imunitário.
No gato saudável (?) que é FIV e FeLV positivo, procede-se da mesma forma que no caso de um gato FIV positivo.
Que esquema de administração de vacinas em gatos utiliza?

- A administração das vacinas em gatos deve se feita o mais possível pela via subcutânea e não intra-muscular;
- Utilizar outras vias de administração de vacinas, se possível, sem ser pela via injectável – como por exemplo a intranasal;
- Após a administração das vacinas deve-se realizar por escrito o local onde se deu, lote, marca e qual a valência da vacina;
- Notificar o fornecedor do aparecimento de reacções anómalas
- Administração de vacinas com trivalência simples : Membro Anterior Direito
- Administração de vacinas contra o vírus do FeLV sozinha ou com outras valências: Membro Posterior Esquerdo
- Administração de vacinas contra a raiva ou associada a outras valências: Membro Posterior Direito
Porquê seguir estas recomendações?
Aos fibrosarcomas estão associadas as vacinas que contenham as valência FeLV e raiva. No entanto a probabilidade de um gato ficar com fibrosarcoma depois de ter sido vacinado contra o FeLV é muitíssimo mais baixa do que a probabilidade de apanhar FeLV por não estar vacinado. Já para não dizer que é raro a ocorrência de fibrosarcomas vacinais.
Como se distingue uma reacção inflamatória vacinal normal de um fibrosarcoma?

A distinção entre reacção inflamatória no local de inoculação da vacina de um fibrosarcoma é muito importante para que não haja alarmismos desnecessários por parte dos donos.
Por vezes após a vacinação do seu gato poderá desenvolver-se no local de inoculação da vacina um matulozinho que por vezes dói ao toque. É rara, mas pode acontecer, normalmente é uma reacção inflamatória passageira que deverá desaparecer espontaneamente em
O fibrosarcoma é uma formação dura, infiltrativa, irregular que vai aumentando ao longo do tempo, podendo aparecer vários em outros locais ( metástases ). Persiste mais do que 3 meses, diâmetro maior que 2cm e aumenta de tamanho 1 mês após a administração da vacina.
Como se diagnostica o fibrosarcoma e qual o tratamento?
Para o diagnóstico de fibrosarcoma realiza-se uma biopsia e exame histopatológico.
O seu tratamento passa pela sua excisão/extracção, no entanto como é muito infiltrativo podemos não conseguir removê-lo por completo, sendo as recidivas muito frequentes. A quimioterapia e radioterapia também se podem realizar, mas o prognóstico é tão reservado como o cirúrgico.
terça-feira, agosto 19, 2008
Trombiculose - Trombicula autumnalis

Que parasita é este?
Este parasita dá-se pelo nome de Trombicula autumnalis e é um parasita que passa a maior parte da sua vida como parasita das plantas e outros artropodes, havendo uma fase da sua vida ( fase larvar) em que alimenta do plasma de animais. A infestação ocorre quando o animal passa num chão contendo ovos de Trombicula e estes sobem para o pêlo e pele do animal. Esta é uma doença sazonal cuja maior prevalência ocorre no final do Verão e princípio do Outono , em climas temperados , ou ao longo do ano se for uma região quente.
Quais os sinais da Trombiculose?
A Trombicula autumnalis provoca grande comichão, piodermatites autotraumáticas, formação de vesículas, pápulas e eritema sobretudo nas zonas de contacto com o chão: membros, patas, cabeça, orelhas, região abdominal e inguinal. Há animais que desenvolvem letargia, anorexia e vómito devido à irritação cutânea que sofrem, bem como este parasita pode provocar depressão do sistema imunológico.
Como se diagnostica a Trombiculose?
Para o seu diagnóstico basta uma raspagem de pele e observação ao microscópio para diferenciar este parasita dos ácaros ou até das carraças chumbinho (ninfas). É extremamente fácil: a Trombicula autumnalis tem só 3 pares de patas enquanto que os ácaros e as carraças têm 4 pares de patas.

Qual o tratamento para a trombiculose?
O tratamento para a trombiculose é o banho com peróxido de benzoílo, óptimo para todos os casos de ectoparasitismo e a aplicação de ampolas ou spray que igualmente são utilizados na prevenção de pulgas e carraças ( ter atenção de respeitar o intervalo entre o banho e a aplicação da ampola!) - como é o caso fipronil ( spray ou spot-on) ou permetrinas.
Quando existe já piodermatite, aconselho o uso concomitante de antibiótico, anti-histamínicos e pomadas hidratantes. Por vezes o uso de colar isabelino é importante para evitar o auto-traumatismo. O uso de anti-inflamatórios à base de cortisona deve ser feito com bom senso, já que a Trombicula autunmalis provoca imunodepressão e deve ser dado em períodos de 2-3 dias no máximo.
Se o meu animal de estimação tiver trombiculose pode passá-la a mim ou ao meu outro animal de estimação?
A doença é autolimitante, ou seja, não afecta os outros cães nem as pessoas, só o próprio animal, como no caso da demodecose.
No entanto recomendo a lavagem da cama ou colcha onde o animal dorme e desinfecção, bem como a implementação de medidas higiénicas normais da rotina diária do seu animal.
Caso Clínico 20/08 - Erosão da córnea por pragana

A Debbie foi sedada para se proceder à extracção o mais atraumática possível da pragana.
Fez-se o teste da fluoresceína que deu positivo, verificando-se erosão da córnea provocada pelo contacto com a pragana.
A Debbie foi com colar isabelino e medicada com antibiótico, anti-inflamatório não esteroide e n-acetilcesteína que ajuda na regeneração da córnea.
Caso Clínico 18/08 - Sarcoma de Sticker numa cadela (II)

Caso Clínico 17/08 - Proptose do olho (II)







