terça-feira, abril 28, 2009

Gripe suína não é problema veterinário

Gripe suína não é problema veterinário Imprimir e-mail



A nova estirpe de vírus da gripe suína – H1N1 – não é, segundo a Direcção-Geral de Saúde (DGS), um problema veterinário.

Segundo comunicado da DGS, esta «trata-se de uma gripe humana», e por isso «nada indica que a ingestão de carne de porco represente um risco adicional para o Homem».

A nova estirpe, identificada em surtos no México e Estados Unidos, transmite-se por via aérea através de gotículas, espirros, tosse ou outros contactos próximos. Os sintomas são os mesmos de qualquer gripe - febre, tosse, dor muscular e dificuldade respiratória – pelo que o seu diagnóstico baseia-se sobretudo na estada em zonas afectadas.

Em Portugal a DGS «accionou os dispositivos previstos», em colaboração com o Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge. Foram também dadas orientações à Linha de Saúde 24 no sentido de esclarecer os viajantes. É recomendado aos portugueses que, ao regressarem das zonas atingidas e apresentem sintomas gripais, liguem para a Linha Saúde 24.

Em declaraçãoes ao Correio da Manhã, Carlos Agrela Pinheiro, director-geral de Veterinária, afirmou que a terminologia da gripe suína induz «um bocado em erro», e que estamos perante «um surto de gripe humana provocado por um vírus modificado de origem suína, mas que é um vírus humano».

Em comunicado, o Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas esclarece também que «nas últimas décadas, não foi detectada em Portugal qualquer infecção em suínos causada por esta estirpe de vírus, nem quaisquer situações de gripe suína»; «o vírus em causa não se transmite através do consumo de carne de porco, mas sim pelo contacto das pessoas doentes com as saudáveis»; e «nos últimos seis meses não foi importado para Portugal qualquer material obtido de suínos originários do México ou dos Estados Unidos». Assim, e concluindo, «a eventual possibilidade de introdução do vírus no território nacional só se coloca pela via dos humanos que viajem ou contactem com viajantes».


Actualizado em ( 28-Apr-2009 ), artigo retirado da revista Veterinária Actual

quinta-feira, abril 23, 2009

Os gatos e os parasitas



Sob o tema "Os gatos e parasitas - tudo o que precisa de saber", foi realizado no Centro Veterinário de Vila Viçosa o primeiro de muitos convívios. Com o intuito de aumentar os laços entre veterinário e cliente, organizou-se um convivio com os nossos clientes de forma informal para troca de experiências e informações.

Uma desparasitação bem realizada é uma forma de minorarmos o risco de doenças quer nos nossos animais de companhia quer na nossa família.



Após animado convívio, procedeu-se a um lanchinho e ao sorteio de uma Enciclopédia do gato, 1 ampola Frontline Combo (R) e 1 comprimido Milbemax (R), sendo a premiada a Sra. D. Iria Castro dona do Pom-Pom.

Resultado do Inquérito 04/09



Em relação ao último desafio proposto, o parasita que se vê na imagem dentro do glóbulo vermelho trata-se é o Babesia canis. Este hemoparasita, como os outros que foram indicados no inquérito, também é responsável pela febre da carraça. A maioria acertou! Obrigada pela vossa participação.


O hemoparasita Erlichia canis é um parasita que vive dentro dos glóbulos brancos e não nos vermelhos, formando uma mórula.


E o Haemobartonella canis é um hemoparasita que habita na periferia dos glóbulos vermelhos.

terça-feira, abril 14, 2009

Caso clínico 10/09 - Adenoma das glândulas perianais de um cão


O Pitucho é um caniche de 8 anos que se apresentou no Centro Veterinário de Estremoz com a queixa de lhe ter aparecido uma formação ao nível do ânus que sangrava muito.

Procedeu-se à avaliação do mesmo, verificando-se que se tratava de uma massa na região da glândula perianal direita e aconselhou-se a remoção e análise histopatológica da mesma.



O resultado do Laboratório confirma a nossa suspeita, trata-se de um adenoma da glândula perianal.

Este adenoma raramente tem recorrência, no entanto está associado a alterações hormonais pelo que será recomendado à dona do Pitucho a sua castração.

O Pitucho já tirou os pontos e está a recuperar bem.

Caso clínico 09/09 - Obstrução uretral por estruvite em gato


O Xenico é um gato Europeu comum que se apresentou no Centro Veterinário de Estremoz com sinais de tenesmo, vómito branco e espumoso, anorexia e dificuldade em mover-se dos posteriores e dor abdominal. Os donos pensavam tratar-se de dificuldade em defecar, fezes duras.



Ao exame fisico foi possível palpar o abdómen onde se detectou uma bexiga cheia e em tensão, o Xenico estava obstruído. Procedeu-se à sua sedação e algaliação. O Xenico já tinha a ponta do pénis muito inflamada e tinha um rolão logo à saída.

Foi necessária a apliacação de uma solução especial para a dissolução de cálculos para procedermos à algaliação do Xenico. Ele tinha um rolhão cristais de cerca de 2 cm de comprimento.



Ao microscópio foi possivel identificar o cristal responsável pela obstrução de Xenico: Estruvite.



O Xenico foi algaliado para casa, colar isabelino e com medicação para a infecção e inflamação. Para além da medicação oral, o Xenico iniciou uma ração especial para diminuir o pH da urina e promover a dissolução destes cristais.

Volta daqui a 3 dias para remover a algália, continuando depois com a ração especial para toda a vida de forma a evitar recidivas.

quinta-feira, abril 09, 2009

Caso Clínico 08/09 - Dermatofitose em cão


O Flash é um Pequinois macho que se apresentou no Centro Veterinário de Vila Viçosa com história crostas em todo o corpo e feridas no dorso e pescoço há algum tempo.



Ferida no pescoço

Ferida do dorso

Após exame fisico completo, observou-se que o Flash tinha um problema de dermatofitose com infecção secundária bacteriana severa.

Iniciou-se o tratamento com antibióticos , antifungicos, antihistaminicos e vitaminas para o pêlo. Recomenedou-se também banhos semanais com um shampoo fungicida.

2 semanas após ter iniciado o tratamento já se vê o pêlo a crescer nas zonas afectadas, já não apresenta as crostas pelo corpo.


Resultados após 2 semanas de tratamento

sábado, abril 04, 2009

Nova Imagem da Empresa




A pensar no Futuro e adaptar-se cada vez mais às novas tecnologias, o Centro Veterinário de Estremoz mudou de imagem.

Além mudança de imagem, o Centro Veterinário de Estremoz continua com a mesma vontade de melhorar a qualidade dos nossos serviços com objectivo de melhor satisfazer os nossos clientes, e irá brevemente iniciar alguns encontros com intuito de troca de conhecimentos e aumentar os laços entre o veterinário e o seu animal de companhia.

Esteja atento às próximas notícias.