terça-feira, maio 05, 2009

Em memória da Princesa


A nossa amiga Princesa faleceu ontem à noite após ter vencido várias batalhas contra os tumores que tinha ( vários mamários, vulvares e da cauda). Infelizmente apareceram metástases nos pulmões e nos músculos. O tumor era maligno.

Tinha 15 anos e era das cadelas que tinha uma das melhores recuperações pós-cirurgicas, a fazer inveja a muitas cadelas mais jovens.

A Princesa deixa muitas saudades aos seus donos e a nós que a acompanhámos nestes últimos 2 anos.

Caso clínico 13/09 - Neoformação em cauda de cadela (osteosarcoma)



Apresentou-se à consulta no Centro Veterinário de Estremoz a Princesa, a nossa amiga caniche, com uma formação na ponta da cauda.

Aparentemente esta formação estava individualizada do osso e aconselhou-se a operar para remoção da mesma e biópsia desta estrutura.

Foi feita a cirurgia passado algumas semanas após ter aparecido esta formação, havendo uma aumento da mesma bastante grande tornando-se friável e hemorragica.

O resultado da biópsia revelou tratar-se de um osteosarcoma, tumor maligno.Possivelmente trata-se de uma metástase dos tumores mamários que ela tinha.

A Princesa começou também a desenvolver uma massa na zona do ombro esquerdo e começámos a suspeitar o pior, como tal realizámos um Rx torácico para detecção de metástases pulmonares , bem como de uma citologia por aspiração à massa do ombro.



O Rx veio confirmar as nossas suspeitas: já havia metástases no pulmão, sobretudo do lado esquerdo.

A citologia à massa do ombro confirmou a malignidade do tumor, novas metastases e desta no músculo.

O prognóstico é muito mau.

Caso clínico 12/09 - Distócia em cadela



Apresentou-se à consulta no Centro Veterinário de Estremoz uma cadela caniche de 13 anos de idade de seu nome Pitucha que não conseguia parir.

À palpação o feto estava de apresentação caudal e mal posicionado, tendo por isso optado pela cesariana.


Aqui estão os bébes com a sua dona sãos e salvos. O menino é o branco e a menina é a castanhinha.

Estão muito bem e a mãe anda sempre muito ciosa dos seus meninos!

Era uma vez uma bebé chamada... KUKA (V)


A Kuka veio à clínica para lhe fazermos uma maldade... foi ovariohisterectomizada! Esta é a foto que lhe tirámos quando veio tirar os pontos.

Digam lá se ela não é a cadela Pastor alemão mais linda do mundo? Só podia ... é a nossa menina!

segunda-feira, maio 04, 2009

Caso clínico 11/09 - Angioedema facial e cervical em cadela


Apresentou-se no Centro Veterinário de Estremoz uma cadela de raça Pinscher chamada Nucha com o focinho e a zona cervicaldepos de ter ido passear com a dona no campo.



Tratava-se de um angioedema provocado por contacto com algum alergeno ( picada de insecto ou planta com toxinas ). Como ela tinha a zona do pescoço muito inchada, a Nucha ficou em observação na clínica para termos a certeza que não fazia edema da glote.

Foi medicada com cortisona e anti-histaminicos para casa, no dia seguinte já estava praticamente boa, vindo à clinica para continuação de tratamento e reavaliação.


terça-feira, abril 28, 2009

GRIPE POR VIRUS DE ORIGEM SUÍNA - Perguntas mais frequentes


O que é “gripe suína”?

A “gripe suína” é uma infecção respiratória que atinge os suínos; Nos humanos não existe “gripe suína” mas sim “gripe humana” que pode ser provocada por algum vírus do tipo Influenza A que pode ter infectado também algum suíno e transformar-se nesse hospedeiro. A doença pode surgir em surtos regulares em suínos, embora em Portugal não existam casos descritos. Em condições normais as pessoas não são atingidas pelos vírus da “gripe suína”, mas a infecção humana pode acontecer esporadicamente. Estes vírus da “gripe suína” foram detectados diversas vezes no passado noutros países, e a sua propagação de pessoa para pessoa foi sempre limitada e não sustentada para além de três pessoas.

Existem infecções humanas por vírus da “gripe suína” actualmente?

Em finais de Março e início de Abril de 2009 foram notificados alguns casos no sul da Califórnia e perto de Santo António (Texas), nos Estados Unidos e depois confirmados também diversos casos no México e mais recentemente no Canadá e um em Espanha. Estes casos de infecção humana com o vírus da gripe suína do tipo “Influenza A” subtipo H1N1 são clinicamente mais graves para crianças e idosos. Outros Estados têm relatado casos suspeitos desta gripe em seres humanos, mas aguardam confirmação. Podem ser obtidas mais informações sobre a evolução da situação através dos sites: http://www.dgs.pt/ e http://www.alertnet.org/thenews/newsdesk/N23371192.htm


Este vírus da gripe de origem suína é contagioso?

Esta estirpe particular de vírus influenza A (H1N1) originária de suíno é contagiosa e propaga-se a partir de humanos doentes com gripe a outros humanos saudáveis. No entanto, neste momento, não se sabe, com muito rigor, com que facilidade o vírus se propaga entre as pessoas. O maior receio gerado pelos casos agora conhecidos decorre do facto de o vírus ser do subtipo H1N1, o mesmo que provocou a pandemia de 1918 / 19.




Como se pode propagar o vírus da gripe de origem suína?

A propagação do vírus suíno influenza A (H1N1) pensa-se que está a ocorrer de forma idêntica ao do vírus da gripe sazonal. São as pessoas com gripe que através da sua tosse ou espirros, ou das mãos que contactaram com corrimentos nasais, que passam o vírus a outras pessoas. Por vezes as pessoas também podem ficar infectadas pelo vírus da gripe se tocarem nalgum objecto, utensílio ou superfície que tenha sido contaminada por uma pessoa doente e se, em seguida, tocar com as mãos na boca ou no nariz.




Quais são os sinais e sintomas desta gripe nas pessoas?

Os sintomas da gripe causada pelo vírus de origem suína nas pessoas são semelhantes aos sintomas da vulgar gripe humana e são febre, tosse, dor de garganta, dores no corpo, dor de cabeça, calafrios e fadiga. Algumas pessoas têm também apresentado diarreia e vómitos associados com este tipo particular de vírus da gripe de origem suína. Tendo por base alguns casos relatados no passado, a doença pode evoluir de forma grave (pneumonia e insuficiência respiratória) e morte na infecção humana causada pelas estirpes de origem suína. Como gripe sazonal, a gripe causada por este vírus de origem suína pode provocar um quadro clínico agravado por condições clínicas crónicas, especialmente em crianças e nos idosos.


Como pode alguém com a gripe infectar outra pessoa?

As pessoas doentes são capazes de infectar outras pessoas ao longo do período de doença desde o primeiro dia, antes de desenvolverem sintomas e ao longo dos 7 dias subsequentes ou mais, depois de ficarem doentes. Isso significa que uma pessoa com gripe pode ser capaz de transmitir o vírus a alguém que não esteja doente durante bastante tempo.


Quais são as superfícies mais susceptíveis de serem fontes de contaminação?

Os vírus da gripe podem ser transmitidos quando uma pessoa infectada toca nalgum objecto ou superfície que tenha sido previamente contaminada com o micróbio e, em seguida, toca nos seus olhos, no nariz ou na boca. As gotículas geradas pela tosse ou espirros de uma pessoa infectada (aerossóis) podem deslocar-se através do ar. Os germes podem ser disseminados, quando uma pessoa toca nas gotículas respiratórias de outra pessoa sobre uma superfície como uma secretária e, em seguida, tocar os seus próprios olhos, boca ou nariz antes de lavar as mãos.

Em todas as circunstâncias cabe aos serviços médicos garantir a assistência a todas as situações de suspeita de doença. Ou seja, em caso de suspeita da doença devem ser contactadas de imediato as linhas de emergência para assistência médica. A DG Saúde tem uma linha de emergência para esclarecer dúvidas (Saúde 24 - nº 808 24 24 24).




Posso apanhar esta gripe se comer ou preparar carne de porco?

Não! A gripe suína não se transmite pelo consumo da carne. As pessoas só “apanham” esta gripe se contactarem directa ou indirectamente com outras pessoas afectadas.
Para além do mais o vírus em causa não está a circular entre os suínos. Em Portugal não existe actualmente qualquer caso de “gripe suína”.

Acresce ainda que a carne de porco apenas pode ser obtida a partir de suínos saudáveis. Ou seja, mesmo que, numa hipótese muito remota, existisse algum suíno com gripe, esse animal jamais poderia dar origem a carne; E, ainda que essa hipótese absurda fosse real, a carne obtida desse animal não transmitiria a doença aos consumidores que a ingerissem.

A razão pela qual alguns países já decretaram embargos às carnes de suíno produzidas no México, não tem a ver com salvaguarda da saúde das populações humanas, mas antes com a possibilidade de o vírus poder vir a ser introduzido nos efectivos suínos dos países de destino: os suínos são animais omnívoros e por isso ingerem restos de comida ou desperdícios alimentares (restos de cozinha e de mesa). Na União Europeia esta prática de alimentação de suínos está interdita.


Quanto tempo podem sobreviver os vírus fora do corpo?

Sabe-se que alguns destes vírus podem viver 2 horas ou mais em superfícies de equipamentos de cafetaria, mesas, maçanetas e secretárias. Uma lavagem frequente das mãos pode ajudar a reduzir as hipóteses de contaminação a partir destas superfícies comuns com que entramos em contacto.


Qual é a gravidade da infecção causada por este vírus da gripe de origem suína?

À semelhança da gripe sazonal, esta gripe provocada pelo vírus de origem suína em seres humanos tem uma gravidade que pode variar entre um grau leve e a fatalidade. Existem casos humanos de gripe de origem aviaria e suína descritos nos EUA entre 2005 e Janeiro de 2009 que evoluíram sem mortes. No entanto, a gripe de origem suína pode ser uma infecção grave.

Nas últimas três décadas estão descritos nos EUA algumas centenas de casos de gripe humana de origem suína, dos quais resultaram 3 casos de morte confirmada. No actual surto no México também já se confirmaram alguns óbitos.

Informação disponível na Direcção Geral de Veterinária sobre gripe suína

Gripe suína não é problema veterinário

Gripe suína não é problema veterinário Imprimir e-mail



A nova estirpe de vírus da gripe suína – H1N1 – não é, segundo a Direcção-Geral de Saúde (DGS), um problema veterinário.

Segundo comunicado da DGS, esta «trata-se de uma gripe humana», e por isso «nada indica que a ingestão de carne de porco represente um risco adicional para o Homem».

A nova estirpe, identificada em surtos no México e Estados Unidos, transmite-se por via aérea através de gotículas, espirros, tosse ou outros contactos próximos. Os sintomas são os mesmos de qualquer gripe - febre, tosse, dor muscular e dificuldade respiratória – pelo que o seu diagnóstico baseia-se sobretudo na estada em zonas afectadas.

Em Portugal a DGS «accionou os dispositivos previstos», em colaboração com o Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge. Foram também dadas orientações à Linha de Saúde 24 no sentido de esclarecer os viajantes. É recomendado aos portugueses que, ao regressarem das zonas atingidas e apresentem sintomas gripais, liguem para a Linha Saúde 24.

Em declaraçãoes ao Correio da Manhã, Carlos Agrela Pinheiro, director-geral de Veterinária, afirmou que a terminologia da gripe suína induz «um bocado em erro», e que estamos perante «um surto de gripe humana provocado por um vírus modificado de origem suína, mas que é um vírus humano».

Em comunicado, o Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas esclarece também que «nas últimas décadas, não foi detectada em Portugal qualquer infecção em suínos causada por esta estirpe de vírus, nem quaisquer situações de gripe suína»; «o vírus em causa não se transmite através do consumo de carne de porco, mas sim pelo contacto das pessoas doentes com as saudáveis»; e «nos últimos seis meses não foi importado para Portugal qualquer material obtido de suínos originários do México ou dos Estados Unidos». Assim, e concluindo, «a eventual possibilidade de introdução do vírus no território nacional só se coloca pela via dos humanos que viajem ou contactem com viajantes».


Actualizado em ( 28-Apr-2009 ), artigo retirado da revista Veterinária Actual