quinta-feira, fevereiro 28, 2013

A Pulga e o Dipylidium Caninum


Pulga
 
Quando pensamos em desparasitar a palavra de ordem é GERAL! Quero com isto dizer que deve ser feita a desparasitação externa e a interna, cumprindo os prazos certos para as realizar de forma correta e sem prejuízos para a saúde animal e humana.
 
 
A pulga é um hospedeiro intermediário de uma ténia e, quando a pulga é ingerida pelo cão ( quando este morde a pele devido à comichão causada pela infestação de pulgas ), liberta no aparelho gastrointestinal os ovos desta ténia que se vão desenvolver no intestino do cão/gato ( e também no Homem) dando origem às ténias adultas.
 
 

Ciclo de vida do Dipylidium caninum no Hospedeiro intermediário ( pulga) e no Hospedeiro definitivo ( Cão ou Gato )
 

 
 
Dipylidium caninum ( ténia que se separa em pequenos bagos - estes têm ovos. Este pequenos bagos aparecem nas fezes do cão ou do gato e apresentam movimentos )
 
 
Estas ténias por sua vez são formadas por proglótides ( segmentos que se podem separar quando estão maduros - com novos ovos). Estas proglótides são excretadas nas fezes e conseguimos diferenciá-las das outras ténia pois possuem movimentos - elas esticam e encolhem - . São do tamanho de um baguinho de arroz e espalmadas.
 
 
Daí que, quando desparasitamos externamente para as pulgas estamos indiretamente a evitar que o nosso melhor amigo tenha Dipylidium caninum. Estando a protegê-lo como também a proteger-nos a nós pois este parasita também nos pode parasitar.
 
Desparasitar interna e externamente é muito importante!

terça-feira, fevereiro 26, 2013

Abelhas e flores comunicam através de campos elétricos - Veterinaria Actual - Notícias

Abelhas e flores comunicam através de campos elétricos - Veterinaria Actual - Notícias


 
Um estudo da Universidade de Bristol, no Reino Unido, revelou que as abelhas e as flores comunicam através de campos elétricos.
 
De acordo com a equipa chefiada por Daniel Robert, os métodos de comunicação das flores são tão sofisticados como os de uma agência de publicidade, utilizando as cores, os padrões e o cheiro para atrair os seus polinizadores. Os cientistas descobriram ainda que, além destas formas de comunicação, as abelhas utilizam ainda a emissão de sinais elétricos, semelhantes a um néon, que lhes permitem distingui-los de outros campos e encontrar as reservas de pólen e néctar.
 
Neste estudo, os investigadores explicam que as plantas têm normalmente uma carga negativa e emitem campos elétricos fracos. As abelhas, por sua vez, adquirem uma carga positiva de até 200 volts à medida que voam no ar. Embora não haja qualquer descarga elétrica, quando uma abelha se aproxima de uma flor surge um pequeno campo elétrico que potencialmente transmite informação.
 
Os cientistas ainda não descobriram de que forma as abelhas detetam os campos elétricos, mas admitem que os seus pelos possam reagir da mesma forma que o cabelo das pessoas reage à eletricidade estática.
 
“Este novo canal de comunicação revela como as flores podem potencialmente informar os seus polinizadores sobre o verdadeiro estado das suas reservas de néctar e pólen”, disse Heather Whitney, co-autora do estudo.

Gordura não é formosura!!!





O seu cão/gato é obeso? Tente comparar o seu animal de estimação com o esquema apresentado!

A obesidade é um problema pouco valorizado em veterinária, ainda há o conceito de que gordura é formosura, mas atenção, a obesidade pode ter consequências desastrosas das quais destacamos:

- transtornos no aparelho locomotor

- dificuldades cardio-pulmonares

- patologias nas funções reprodutivas

- predisposição a diabetes

- predisposição a enfermidades infecciosas e transtornos cutâneos

- altos riscos cirúrgicos


Se o seu cão está obeso ou com excesso de peso deve ir a uma consulta para perder peso. Garanta que tem um companheiro com vida longa e com qualidade ao seu lado! Ele agradece!

segunda-feira, fevereiro 25, 2013

Casos Clínicos 08/13 - Abcesso pós injecção



Apresentou-se à consulta uma gata com uma inflamação capsulada no flanco, com história de ter sido administrada uma injecção sub.cutânea há 3 dias.
 
A biópsia revelou tratar-se de um abcesso pós injeção.

A injecção foi dada de forma incorreta, pois esta deveria ter sido dada intramuscular.

Torna-se importante dizer, se não relembrar, que as injecções devem ser dadas de acordo com a rotulagem das mesmas já que os excipientes e as preparações podem causar danos tecidulares e abcessos como vimos, para além da injecção, dada de forma errada, não dar os efeitos pretendidos.

domingo, fevereiro 24, 2013

Caso Clínico 07/13 - Alterações na articulação coxo-femural

 
 
 
Apresentou-se à consulta um cão de 5 anos com claudicação do membro posterior direito e dificuldade em movimentar-se após um período de descanso prolongado.
 
Realizou-se um Rx e observou-se que havia uma sub-luxação do membro posterior direito, mas também a cabeça do fémur esquerda estava com uma forma triangular.
 
 
Iniciou-se a utilização de anti-inflamatório por 5 dias e protetores articulares ( glucosamina, condrontina) e medicamentos para melhorar a vascularização periférica  durante 5 semanas.
 
Para além disso, foi usada uma coleira corretora, pois este cão puxava a trela ( fazendo força com os membros posteriores).


 
 
Passadas as 5 semanas é possível observar as melhorias tanto no membro direito como no membro esquerdo!
 

sábado, fevereiro 23, 2013

Caso Clínico 06/13 - Abcesso cervical



Apresentou-se à consulta uma cadela com uma massa dura e dolorosa na zona do pescoço.

Foi realizado um Rx para a visualização da massa. Observou-se que se tratava de uma infecção dos tecidos moles.

Procedeu-se à punção da massa e verificou-se que se tratava de um abcesso.

Foi medicada com antibiótico e anti-inflamatório estando a reagir bem.  

sexta-feira, fevereiro 22, 2013

Caso Clínico 05/13 - Fractura de Sínfise Mandibular em gato


 
 
 
Apresentou-se à consulta um gato com fratura da sínfise mandibular.
 
Foi corrigida e recolocada a fratura de forma a que o animal consiga usar a mandíbular o mais fisiologicamente possível ( pois por vezes é díficil de ficar no local onde estava devido à retracção muscular e perda óssea). Essa recolocação é feita a partir de uma cerclage que vai servir de fixação da fratura ( tipo aparelho)
 
Foi administrado antibiótico e antiinflamatório e daqui a 4 semanas será removido o " aparelho".
 
Até lá vai comer comida húmida para evitar o uso acentuado da mandibula de forma a que esta forme o calo ósseo corretamente e sare mais depressa.