quinta-feira, março 07, 2013

Drible de vaca

 
 
Improvável que uma vaca fosse capaz de fazer a jogada em que o atleta lança a bola por um lado do adversário e a alcança correndo pelo outro lado (o mesmo que meia-lua). A expressão teve origem na prática do futebol em campos improvisados, nos potreiros do interior, nas fazendas, em plenas pastagens de gado. Era comum, durante a partida, um desses animais atravessar pelo meio do espaço onde se realizava o jogo. Diante dessa situação, além de driblar o seu oponente, o atleta tinha que se livrar da vaca. Para tanto, jogava a bola para um lado do animal e corria para o outro, lá adiante, para alcançá-la e dar continuidade à sua trajetória.
 
'Se a vaca fosse dócil e mansa, tudo bem; caso contrário, se ela não concordasse com o drible e ameaçasse usar os chifres ou patas, o mais prudente era interromper o jogo por alguns minutos e esperar que ela mesma se afastasse para além dos limites das quatro linhas', brinca o professor Ari Riboldi.
 

quarta-feira, março 06, 2013

Estar com a macaca

  Em algumas culturas, por influência da religião, acredita-se que certas palavras, como demônio, diabo, satã, são portadoras de má sorte. 'Fazem parte dos tabus linguísticos e devem, portanto, ser evitadas. A simples pronúncia poderia trazer mau agouro, atrair a ira de um deus ou de entidade sobrenatural. O povo, na sua sabedoria, faz uso de outros vocábulos, uma espécie de eufemismo', comenta o professor Ari Riboldi.  No Nordeste brasileiro, por exemplo, o capeta é substituído pelo termo cão. Estar com o cão é ter o diabo no corpo. Nessa região, é comum ouvir-se a expressão 'cão chupando manga' como sinônimo de algo muito feio, ou seja, como se fosse ver o próprio capeta chupando manga e fazendo caretas. Em outras regiões, o diabo é substituído pelo macaco ou pela sua fêmea. Logo, 'estar com a macaca' também é estar endiabrado, ser possuído pelo coisa-ruim, enfim, estar endemoniado.

in www.terra.com.br

segunda-feira, março 04, 2013

Ter minhocas na cabeça

 
 
 
 
Quem está com minhocas na cabeça, está se preocupando à toa. Mas o que esse bichinho tem a ver com os seus problemas? Segundo o professor Ari Riboldi, a expressão é uma metáfora do que as minhocas fazem na terra. 'A sua presença num terreno representa a certeza de fertilidade do solo. Elas transformam os vegetais em húmus e, pela sua ação perfuradora, facilitam a passagem e infiltração da água', afirma.
 
'As indesejáveis são as minhocas da nossa cabeça, preocupações inúteis, mas que podem nos tirar o sono. Para nos livrarmos delas, somente tirando-as de lá, ou seja, literalmente extraindo-as desse solo impróprio', compara. A expressão retrata a ação das minhocas perfurando o solo.

in www.terra.com.br

domingo, março 03, 2013

Tirar o cavalinho da chuva

 
 
A origem de tirar o cavalo (ou o cavalinho) da chuva é bem diferente do significado que a expressão ganhou hoje, que é desistir de uma ideia, de um projeto ou pretensão por não haver nenhuma possibilidade de êxito. A origem vem dos costumes mais antigos, quando o cavalo era o mais comum meio de transporte. Amarrar o cavalo em local protegido da chuva significava que a visita ia ser mais demorada. 'Se o convite partisse do próprio anfitrião, 'pode tirar o cavalo da chuva', expressava a satisfação pela visita e o desejo de manter longa conversa', afirma o professor.
 
'Nada tem isso a ver quando alguém nos diz: pode tirar o seu cavalinho da chuva. A gente sabe que a hora é de desistir, porque não sai negócio nem acordo. Ao contrário, é hora de montar no cavalo e ir para outra paragem ou freguesia', explica Ari Riboldi. A expressão que era de hospitalidade, de boas- vindas, agora tomou o sentido totalmente oposto.

in www.terra.com.br

sábado, março 02, 2013

Ter memória de elefante

  Você lembra o aniversário de todos os amigos e nem precisa da agenda do celular para ligar para o primo do interior? Então você tem a memória de elefante. 'O elefante é um bom aprendiz e lembra de tudo o que lhe é ensinado. Assimila e repete com facilidade inúmeros comandos', afirma o professor Ari Riboldi. Assim, costuma-se dizer que uma pessoa que prontamente lembra de tudo possui memória de elefante. Nada a ver com o tamanho do animal, mas sim com sua capacidade de repetir ordens e comandos.

in www.terra.com.br

sexta-feira, março 01, 2013

Fazer um bicho de sete cabeças




  
No sentido figurado, fazer de alguma coisa um 'bicho-de-sete-cabeças' é exagerar na dificuldade de realizá-la, o que pode acontecer por receio ou por mera falta de disposição. Algo muito complicado, de extrema dificuldade para sua execução ou entendimento.  'Na mitologia, era uma serpente descomunal, com inúmeras cabeças, que habitava região pantanosa de Lerna, na antiga Grécia. Destruir o terrível monstro era um dos 12 trabalhos de Hércules, o grande herói que se submetera à tarefa para recuperar sua honra. A cada cabeça cortada outras mais renasciam do corpo do monstro. Hércules conseguiu cortar todas as cabeças e impedir que outras surgissem, cauterizando cada ponto com enormes tições tirados de uma floresta em chamas', explica o professor Ari Riboldi. Para muitos autores, a serpente tinha sete cabeças, o que veio a consagrar a expressão.

in www.terra.com.br  

Harlem Shake (Puppy Edition)