sábado, março 30, 2013

Coelhos: vacina 2 em 1!

 
MSD Animal Health lança vacina para coelhos
 
 
 
A MSD Animal Health anunciou o lançamento da Nobivac Myxo-RHD, uma vacina para coelhos contra a Mixomatose e a Doença Hemorrágica Viral.
 
 
 
"É a primeira vacina a combinar 12 meses de proteção, para ambas as doenças, numa única aplicação.
Esta é uma vacina inovadora que contém uma estirpe de vírus vivo da mixomatose, vetorizado com o gene da proteína da cápside do vírus da doença hemorrágica viral”, informa a empresa em comunicado.
 
Disponível em frascos unidose e com rótulos destacáveis, a Nobivac Myxo-RHD pode ser administrada a partir das 5 semanas de idade, conferindo imunidade a partir das três semanas após a sua inoculação.
 

sexta-feira, março 29, 2013

Displasia da anca - GUIA PARA O CRIADOR E PROPRIETÁRIO DE CÃES



DISPLASIA DA ANCA

 
GUIA PARA O CRIADOR E PROPRIETÁRIO DE CÃES


    


Qual a importância de reduzir a prevalência da doença?

Se utilizarmos na reprodução animais com displasia da anca a doença perpetua-se com uma intensidade crescente devido ao efeito maioritariamente aditivo da combinação dos genes e consequentemente animais com sinais mais marcados. Isto tem repercussões individuais pelo sofrimento do animal envolvido e dos seus proprietários, maiores despesas associadas à terapêutica e muitas vezes perdas de animais com características excelentes em termos de beleza ou trabalho. Por outro lado, em termos populacionais de uma raça conduz inevitavelmente ao retrocesso em termos de características da raça e um esforço posterior muito maior para obter animais sem sinais de displasia da anca.

Qual a importância de se conhecer os graus de displasia nos animais presentes num pedigree?

O reconhecimento do grau de displasia até à 3ª ou 4ª geração de um pedigree é muito importante porque isso dá-nos a percepção do grau de probabilidade de ocorrência de animais com displasia da anca.Se eu dispuser de um cão classificado com grau B proveniente de pais e avós com graus A e B provavelmente este animal disporá de muito poucos genes para a displasia da anca. Se pelo contrário eu usar um reprodutor (macho ou fêmea) com grau B mas com alguns dos antepassados com grau C e D a probabilidade de obter cachorros com displasia da anca é francamente maior.

A inscrição dos graus de displasia nos pedigrees e a sua análise constitui um auxiliar fundamental na selecção criteriosa dos reprodutores.

in www.cpc.pt

quinta-feira, março 28, 2013

Displasia da anca - GUIA PARA O CRIADOR E PROPRIETÁRIO DE CÃES

 
DISPLASIA DA ANCA


GUIA PARA O CRIADOR E PROPRIETÁRIO DE CÃES

 
 
 
 
 
Qual o significado dos diferentes graus da classificação da displasia da anca?

Os graus atribuídos na classificação da displasia da anca em Portugal são os graus definidos pela Federação Cinológica Internacional e que se identificam por letras: A, B, C, D, E.
Os graus A e B são animais sem sinais radiográficos de displasia da anca, os graus C, D, e E correspondem a animais com sinais de displasia da anca. O grau C corresponde a displasia ligeira, o grau D displasia moderada e o grau E displasia grave.
 

Quais os graus de displasia da anca que posso usar na reprodução?

Em princípio só deveríamos utilizar na reprodução animais com graus A e B. De facto só esses permitiriam reduzir significativamente o número de genes para a displasia. No entanto, nalgumas raças o nível de displasia da anca é tão elevado que se eliminássemos todos os animais com grau C ficaríamos com um conjunto de reprodutores muito limitado. Nestes casos pode utilizar-se um dos progenitores com grau C embora o outro deve ser A ou B. Esta é uma excepção não deverá ser a regra.

quarta-feira, março 27, 2013

Displasia da anca - GUIA PARA O CRIADOR E PROPRIETÁRIO DE CÃES

 
DISPLASIA DA ANCA


GUIA PARA O CRIADOR E PROPRIETÁRIO DE CÃES
 
 
 
 
Qual a importância de radiografar o meu animal?




Não existe nenhum teste genético para despistar um animal portador de genes para a displasia da anca. O exame radiográfico, é hoje em dia considerado o meio de diagnóstico que melhor permite despistar os animais que não tendo sinais clínicos de displasia da anca têm no entanto lesões compatíveis com a doença, sendo essas lesões um marcador da presença de genes para a doença.

Os animais devem ser radiografados aos 12 meses para raças médias e grandes e 18 meses raças gigantes. O Rottweiller sendo uma raça grande deve ser radiografado aos 18 meses. A partir dos 5-6 anos de idade a avaliação torna-se mais difícil uma vez que podem existir lesões de artrose não relacionadas com displasia da anca. Por isso, para efeitos de despiste de displasia da anca dever-se-á evitar submeter radiografias de animais a partir desta idade.



Porquê anestesiar o animal para realizar o exame radiográfico?




A anestesia geral permite um relaxamento muscular total e dessa forma conseguimos posicionar correctamente o animal para o exame. Caso contrário teremos de repetir várias vezes a radiografia até obter um rx de boa qualidade. Sem um posicionamento correcto é impossível atribuir uma classificação à radiografia.

Por outro lado o relaxamento muscular permite observar a lassidão da articulação com maior facilidade e dessa forma sermos mais precisos na avaliação.
 



terça-feira, março 26, 2013

Displasia da anca - GUIA PARA O CRIADOR E PROPRIETÁRIO DE CÃES

DISPLASIA DA ANCA


GUIA PARA O CRIADOR E PROPRIETÁRIO DE CÃES

 
 
Quais as causas da displasia da anca?


A displasia da anca é uma doença hereditária e genética, embora alguns factores ambientais possam contribuir para uma maior expressão da doença em animais com genes para a displasia da anca.

Para o desenvolvimento da doença é necessário que o animal tenha genes para a displasia da anca. Não se sabe ao certo quantos genes estão envolvidos, mas sabe-se que são muitos, por isso é denominada de doença poligénica. Nas doenças poligénicas quanto maior fôr o número de genes alterados herdados dos progenitores mais marcada será a doença nos cachorros. No entanto, a questão não é tão simples uma vez que alguns dos genes se combinam aleatoriamente e não de forma aditiva, embora num número muito reduzido.
Os factores ambientais como excesso de peso, ração hipercalórica, curva de crescimento muito acentuada, chão escorregadio e liso, excesso de minerais como o cálcio, excesso de exercício, contribuem para exacerbar as alterações mas não são a causa da doença.


A displasia da anca aparece com igual prevalência em todas as raças?


A displasia da anca é uma doença que aparece mais frequentemente em raças de cães médias e grandes, embora possa ocorrer em qualquer raça.
As raças mais predispostas são por exemplo S.Bernardo, Bulldog, Terra Nova, Retriever do Labrador, Golden Retriever, Mastins, Pastor Alemão, Serra da Estrela, Rafeiro do Alentejo, Shar-Pei, Akita, Setters, Cão Boieiro Suiço, Rottweiller, Dobermann, etc.
As raças pequenas são também atingidas embora pelo seu peso corporal em muitos casos não manifestem sinais clínicos da doença.
 

segunda-feira, março 25, 2013

Displasia da anca - GUIA PARA O CRIADOR E PROPRIETÁRIO DE CÃES


DISPLASIA DA ANCA


GUIA PARA O CRIADOR E PROPRIETÁRIO DE CÃES



 
 
A displasia da anca é uma doença que afecta a articulação coxo-femoral , também denominada da anca. Esta articulação é formada pela cabeça do fémur e a cavidade acetabular dos ossos da bacia, e é responsável pela transmissão das forças da coluna vertebral pelo membro posterior até ao solo quando o animal anda ou corre.

Para que esta articulação funcione correctamente é necessário que exista uma coaptação perfeita das duas superfícies ósseas (redonda da cabeça do fémur e côncava do acetábulo), mas também resistência dos tecidos moles envolventes como a cápsula articular, ligamento redondo (liga a cabeça do fémur ao acetábulo, tal como a cápsula articular), músculos e tendões que envolvem a articulação.


O que é a displasia da anca?


A displasia da anca é uma doença de biomecânica de desenvolvimento, isto é, o animal nasce normal mas durante os seus primeiros meses de vida as articulações coxofemorais sofrem alteração na sua forma devido a falta de coaptação entre as superfícies ósseas originando deformação da cabeça do fémur. A falta de congruência articular origina artrose o que em muitos casos é responsável pela dor e consequente claudicação dos animais.

A falta de congruência das superfícies ósseas articulares deve-se a um processo de maturação mais rápido do esqueleto relativamente aos tecidos moles (músculos, cápsula articular, ligamentos) o que faz com que exista lassidão (falta de resistência) destes e consequentemente incapacidade para manter o contacto normal entre as superfícies ósseas da articulação.
 
Esta falta de resistência dos tecidos moles envolventes da articulação origina precocemente sub-luxação articular (cabeça do fémur mal encaixada na cavidade acetabular) e posteriormente lesões de artrose.

in www.cpc.pt

sexta-feira, março 22, 2013

Donos de cães perigosos obrigados a ter aulas - Sociedade - Sol

Donos de cães perigosos obrigados a ter aulas - Sociedade - Sol


O Governo vai apertar as regras para os donos de cães perigosos e potencialmente perigosos. Uma das principais alterações que o Ministério da Administração Interna (MAI) quer introduzir na lei é obrigar quem quer ter estes animais de companhia a fazer uma formação – à semelhança do que já acontece em França, onde desde 2010 é preciso frequentar um curso e obter um atestado para ter em casa um cão de raça perigosa.

Segundo o anteprojecto de proposta de lei – já foi submetido à Comissão Nacional de Protecção de Dados – para obter a licença, que já é obrigatória, será preciso entregar na junta de freguesia um novo documento: o certificado de aptidão técnica.

Prevenir novos ataques

O gabinete de Miguel Macedo ainda não definiu quem irá ministrar esta formação nem quem terá competência para emitir o respectivo certificado. Essa responsabilidade, ao que o SOL apurou, será atribuída ao director-geral de Alimentação e Veterinária, que irá definir, em despacho, os conteúdos da formação, os critérios de avaliação dos candidatos e quem serão as entidades formadoras.

Com esta revisão da lei, o Governo pretende que os proprietários passem a ter noções sobre comportamento animal e assim prevenir os ataques que têm acontecido nos últimos meses, alguns deles fatais.

Em Janeiro, um bebé de 18 meses morreu depois de ter sido atacado por um pitbull, dentro de casa, em Beja. Em Agosto do ano passado, outra menina de 20 meses foi atacada até à morte por um dogue-argentino, dentro do apartamento de uma vizinha, no Porto. No mesmo mês, também em casa, em Matosinhos, uma mulher de 46 anos foi mordida na garganta pelo pitbull do filho e não resistiu aos ferimentos.

Multas agravadas e novas punições

Para que a junta de freguesia emita a licença será preciso apresentar ainda outros documentos: o boletim sanitário actualizado, em especial a vacina antirrábica, e o certificado de registo criminal. Neste caso, quem tiver sido condenado por crimes contra a vida, a integridade física, a liberdade pessoal, a autodeterminação sexual, a saúde e a paz públicas, tráficos ou outro crime doloso cometido com violência não será considerado idóneo pela junta de freguesia.
Além de agravar o montante máximo das coimas previstas na lei, o Governo quer também punir quem circular com cães na rua, lugares públicos ou em partes comuns de prédios com uma taxa de álcool igual ou superior a 1.2 g/l ou sob efeito de droga. Quem for apanhado pela Polícia nestas circunstâncias pode sser punido com uma multa até 360 dias ou mesmo prisão até um ano.

in jornal Sol

quinta-feira, março 21, 2013

Sabia que...?


Sabia que uma das maiores intoxicações em coelhos resulta da aplicação do Frontline?

É verdade, não se deve aplicar produtos com fipronil em coelhos!

Os coelhos não são gatos, apesar das semelhanças externas!

quarta-feira, março 20, 2013

Dia da felicidade!



Hoje é o dia da Felicidade!
Faça um animal feliz!

Já chegou a Primavera!!!

Sabia que...?



Sabia que o antibiótico Amoxicilina e ácido clavulânico não deve ser administrado por via oral em coelhos?

Por esta via, ele mata a flora bateriana intestinal boa provocando enterites severas.

segunda-feira, março 18, 2013

Coelhos: as patas

Pata de coelho 


Sabia que os coelhos não têm almofadas plantares como o cão e o gato? Sim é verdade! veja as imagens.

 
Pata de gato

domingo, março 17, 2013

Coelhos: Sobrecrescimento dos dentes incisivos


Uma das visitas mais frequentes à consulta por coelhos é o sobrecrescimentos dos dentes incivivos, muitas vezes fruto da alimentação com pouca fibra.
 
Com há diminuição da ingestão de fibra os dentes, que são de crescimento contínuo, não sofrem o desgaste normal crescendo demasiado provocando má oclusão, feridas e dificuldade na mastigação do alimento e consequente anorexia.
 
Nestas situações é necessário aparar os dentes. Desejavelmente, este processo deve ser feito com uma serra especial para cortar os dentes.
 
Em algumas clínicas não existe este tipo de equipamento e procede-se ao corte dos dentes com um corta unhas o que pode provocar fraturas e lascar dos dentes, como tal ,deve ser evitado ou feito por um profissional e NUNCA em casa. As consequências de um mau corte são desastrosas pondo em risco a vida do animal.


sábado, março 16, 2013

Coelho: Sabe distinguir o macho da fêmea?


Os testículos dos coelhos são retrácteis, ouseja, quando estão em stress estão recolhidos e por vezes é dificil a sua visulaização no exame físico.
 
No entanto existem outros pontos que nos permitem distinguir um macho (Buck) da fêmea (Doe).
 
No caso do macho existe uma distância maior entre o ânus e o órgão genital, e o orifício genital é redondo bem como o órgão genital ( pénis).
 
No caso da fêmea a distância entre o ânus e o órgão genital é menor e o órgão genital tem a forma de fenda (vulva).

sexta-feira, março 15, 2013

A digestão no coelho

 

Sabia que o coelho produz 2 tipos de fezes?
As primeiras fezes são moles e mucosas que vão ser novamente digeridas, de modo a ser aproveitado os nutrientes que foram excretados, permitindo uma melhor utilização dos recursos. A estas fezes dá-se o nome de cecotrofos.
As segundas, resultam da digestão dos cecotrofos sendo estas redondas e mais secas, como se vê na imagem. Estas são as fezes "verdadeiras".
 


quinta-feira, março 14, 2013

Boas práticas!


A vinda ao veterinário pode ser bastante stressante para um gato, sobretudo porque vão para um ambiente estranho e podem dar de caras com um cão.
 
Por isso aconselho sempre a utilização na transportadora. O gato sente-se mais seguro e no caso de ele se assustar a probabilidade de fuga e perda do gato é diminuída.

terça-feira, março 12, 2013

Dias verdadeiramente importantes!!!



Finalmente!!! É proibida, a partir de 11 de Março, a importação e venda de cosméticos – dos sabonetes às pastas de dentes – testados em animais, seja qual for o país em que tal tenha acontecido!
Já deviamos ter esta consciência há mais tempo!

Inquérito 01/13


Na verdade o queijo fresco é o único da lista que não era tóxico para os cães! Obrigada pela vossa participação.

Não resisti!!!



Amor de mãe!

segunda-feira, março 11, 2013

Maior arquivo mundial de sons de animais disponível online - Veterinaria Actual - Notícias

Maior arquivo mundial de sons de animais disponível online - Veterinaria Actual - Notícias

A biblioteca Macaulay, nos Estados Unidos da América, tem o maior arquivo científico de áudios e vídeos de animais em todo o mundo, que está agora disponível na internet.

 
De acordo com o Diário de Notícias, foram necessários 12 anos para digitalizar e arquivar todos os ficheiros de mais de 9000 espécies de animais e 8000 horas de gravações existentes em vídeo.
 
"A nossa coleção de áudio é a maior e mais antiga do mundo. Agora é também a mais acessível", assegurou o diretor da biblioteca, Mike Webster. "Estamos a trabalhar para melhorar as funções de pesquisa e criar ferramentas que as pessoas usem para fazer gravações e enviá-las diretamente para o arquivo. O nosso objetivo é fazer com que a Biblioteca Macaulay seja tão útil quanto possível para o público", explica o diretor da biblioteca americana.

domingo, março 10, 2013

Tem boi na linha

 
 
Essa é do tempo da vovó. Ter boi na linha é encontrar um obstáculo, surgir um problema, uma adversidade. Houve época em que as estradas de ferro eram protegidas por cercas, nas áreas de campo, onde havia criação de gado. Se um dos animais ultrapassasse a cerca e se instalasse tranquilamente sobre ou entre os trilhos da viação férrea, o maquinista era obrigado a parar o trem, pois havia, literalmente, boi na linha. No caso, a linha era a denominação dada à estrade de ferro (ferrovia), conhecida com linha do trem, tendo em vista os dois trilhos paralelos, explica o professor Ari Riboldi.

in www.terra.com.br

sábado, março 09, 2013

Comprar gato por lebre

 
 
 
Quem nunca se sentiu enganado por aquela oferta generosa e descobriu que, na verdade, comprou gato por lebre? Dizem alguns historiadores que, em tempo de guerra e de carestia, muitas pessoas conseguiam vender gatos no lugar de lebres, como carne para alimento, dada a semelhança entre ambos após lhes tirarem a pele.
 
'De tamanho e corpo parecidos, os velhacos deixavam a carne de gato na água e temperada, o que disfarçava seu cheiro e conseguiam passá-la adiante como se fosse lebre', explica o professor Ari Riboldi.
 

Dia da Mulher



Uma flor para todas as mulheres que fazem com que o mundo seja um lugar melhor! Um bem haja a todas!

sexta-feira, março 08, 2013

Lobo com pele de cordeiro

 
 
Lobo em pele de cordeiro é o indivíduo que finge ser inocente e inofensivo – como se fosse um cordeiro, o filhotinho do carneiro – para se aproveitar e tirar vantagem dos desavisados, portando-se, então, como um lobo voraz e traiçoeiro. 'A expressão teria vindo de uma lenda da Grécia Antiga. De acordo com essa lenda, um lobo entrou num rebanho de ovelhas disfarçado, envolto numa pele de lã.
 
Lá, saciou a sua fome, devorando várias ovelhas indefesas', conta o professor Ari Riboldi.
 

quinta-feira, março 07, 2013

Drible de vaca

 
 
Improvável que uma vaca fosse capaz de fazer a jogada em que o atleta lança a bola por um lado do adversário e a alcança correndo pelo outro lado (o mesmo que meia-lua). A expressão teve origem na prática do futebol em campos improvisados, nos potreiros do interior, nas fazendas, em plenas pastagens de gado. Era comum, durante a partida, um desses animais atravessar pelo meio do espaço onde se realizava o jogo. Diante dessa situação, além de driblar o seu oponente, o atleta tinha que se livrar da vaca. Para tanto, jogava a bola para um lado do animal e corria para o outro, lá adiante, para alcançá-la e dar continuidade à sua trajetória.
 
'Se a vaca fosse dócil e mansa, tudo bem; caso contrário, se ela não concordasse com o drible e ameaçasse usar os chifres ou patas, o mais prudente era interromper o jogo por alguns minutos e esperar que ela mesma se afastasse para além dos limites das quatro linhas', brinca o professor Ari Riboldi.
 

quarta-feira, março 06, 2013

Estar com a macaca

  Em algumas culturas, por influência da religião, acredita-se que certas palavras, como demônio, diabo, satã, são portadoras de má sorte. 'Fazem parte dos tabus linguísticos e devem, portanto, ser evitadas. A simples pronúncia poderia trazer mau agouro, atrair a ira de um deus ou de entidade sobrenatural. O povo, na sua sabedoria, faz uso de outros vocábulos, uma espécie de eufemismo', comenta o professor Ari Riboldi.  No Nordeste brasileiro, por exemplo, o capeta é substituído pelo termo cão. Estar com o cão é ter o diabo no corpo. Nessa região, é comum ouvir-se a expressão 'cão chupando manga' como sinônimo de algo muito feio, ou seja, como se fosse ver o próprio capeta chupando manga e fazendo caretas. Em outras regiões, o diabo é substituído pelo macaco ou pela sua fêmea. Logo, 'estar com a macaca' também é estar endiabrado, ser possuído pelo coisa-ruim, enfim, estar endemoniado.

in www.terra.com.br

segunda-feira, março 04, 2013

Ter minhocas na cabeça

 
 
 
 
Quem está com minhocas na cabeça, está se preocupando à toa. Mas o que esse bichinho tem a ver com os seus problemas? Segundo o professor Ari Riboldi, a expressão é uma metáfora do que as minhocas fazem na terra. 'A sua presença num terreno representa a certeza de fertilidade do solo. Elas transformam os vegetais em húmus e, pela sua ação perfuradora, facilitam a passagem e infiltração da água', afirma.
 
'As indesejáveis são as minhocas da nossa cabeça, preocupações inúteis, mas que podem nos tirar o sono. Para nos livrarmos delas, somente tirando-as de lá, ou seja, literalmente extraindo-as desse solo impróprio', compara. A expressão retrata a ação das minhocas perfurando o solo.

in www.terra.com.br

domingo, março 03, 2013

Tirar o cavalinho da chuva

 
 
A origem de tirar o cavalo (ou o cavalinho) da chuva é bem diferente do significado que a expressão ganhou hoje, que é desistir de uma ideia, de um projeto ou pretensão por não haver nenhuma possibilidade de êxito. A origem vem dos costumes mais antigos, quando o cavalo era o mais comum meio de transporte. Amarrar o cavalo em local protegido da chuva significava que a visita ia ser mais demorada. 'Se o convite partisse do próprio anfitrião, 'pode tirar o cavalo da chuva', expressava a satisfação pela visita e o desejo de manter longa conversa', afirma o professor.
 
'Nada tem isso a ver quando alguém nos diz: pode tirar o seu cavalinho da chuva. A gente sabe que a hora é de desistir, porque não sai negócio nem acordo. Ao contrário, é hora de montar no cavalo e ir para outra paragem ou freguesia', explica Ari Riboldi. A expressão que era de hospitalidade, de boas- vindas, agora tomou o sentido totalmente oposto.

in www.terra.com.br

sábado, março 02, 2013

Ter memória de elefante

  Você lembra o aniversário de todos os amigos e nem precisa da agenda do celular para ligar para o primo do interior? Então você tem a memória de elefante. 'O elefante é um bom aprendiz e lembra de tudo o que lhe é ensinado. Assimila e repete com facilidade inúmeros comandos', afirma o professor Ari Riboldi. Assim, costuma-se dizer que uma pessoa que prontamente lembra de tudo possui memória de elefante. Nada a ver com o tamanho do animal, mas sim com sua capacidade de repetir ordens e comandos.

in www.terra.com.br

sexta-feira, março 01, 2013

Fazer um bicho de sete cabeças




  
No sentido figurado, fazer de alguma coisa um 'bicho-de-sete-cabeças' é exagerar na dificuldade de realizá-la, o que pode acontecer por receio ou por mera falta de disposição. Algo muito complicado, de extrema dificuldade para sua execução ou entendimento.  'Na mitologia, era uma serpente descomunal, com inúmeras cabeças, que habitava região pantanosa de Lerna, na antiga Grécia. Destruir o terrível monstro era um dos 12 trabalhos de Hércules, o grande herói que se submetera à tarefa para recuperar sua honra. A cada cabeça cortada outras mais renasciam do corpo do monstro. Hércules conseguiu cortar todas as cabeças e impedir que outras surgissem, cauterizando cada ponto com enormes tições tirados de uma floresta em chamas', explica o professor Ari Riboldi. Para muitos autores, a serpente tinha sete cabeças, o que veio a consagrar a expressão.

in www.terra.com.br  

Harlem Shake (Puppy Edition)